Como garantir um bom acabamento em peças muito resistentes?
Quem trabalha com materiais de alta dureza sabe: o desafio não está só em usinar, mas em garantir um acabamento de qualidade sem comprometer a integridade da peça ou a vida útil das ferramentas.
Então, como fazer isso de forma inteligente e eficiente?

1. Escolha certa da ferramenta
Tudo começa pela ferramenta. Para materiais como aço temperado, ligas de titânio ou Inconel, o ideal são ferramentas de metal duro com revestimentos PVD ou até mesmo cerâmicas. Elas resistem ao calor, mantêm o corte afiado e aguentam o tranco.
Se possível, opte por fresas com geometria otimizada para usinagem de alto desempenho. Menos vibração, mais precisão e um acabamento mais limpo logo de cara.
2. Estratégia inteligente: fresamento trocoidal
O fresamento trocoidal é uma das melhores técnicas para usinar peças muito resistentes. Então, essa estratégia mantém o avanço constante da ferramenta, com cortes mais leves e em trajetórias circulares.
O resultado? Menos carga de corte, menor geração de calor e um acabamento muito mais uniforme. Além disso, o desgaste da ferramenta diminui, o que garante mais produtividade e estabilidade no processo.
Confira os pontos principais para aplicar essa estratégia com eficiência:
- Como aplicar o fresamento trocoidal e fatiamento: Utilize trajetórias CAD/CAM que desenhem curvas suaves e respeitem o volume de material removido a cada passe. No fatiamento, segmente o material em camadas menores para reduzir a carga de corte.
- Fresamento trocoidal – Área de aplicação: Ideal para cavidades profundas, canais estreitos e usinagem de materiais de alta dureza. Além disso, é eficaz em regiões com dificuldade de refrigeração direta.
- Parâmetros de corte: Trabalhe com avanço constante, profundidade de corte reduzida e alto número de passes. A combinação aumenta a vida útil da ferramenta e garante melhor acabamento.
- Fatiamento – fresamento de cantos: Essencial para evitar sobrecarga nas áreas de canto interno. Use trajetórias em espiral ou curvas suaves para manter o controle da ferramenta e evitar marcas na superfície.

3. Parâmetros de corte bem ajustados
Velocidade de corte, avanço por dente e profundidade precisam estar bem calibrados. Em materiais resistentes, exagerar na velocidade pode gerar calor excessivo e comprometer o acabamento.
Por isso, ajuste os parâmetros com base no material, na ferramenta e no tipo de operação. Simulações em softwares CAM ajudam a antecipar problemas e encontrar o equilíbrio ideal entre performance e acabamento.
4. Refrigeração eficiente
Certamente, peças resistentes geram calor, e calor em excesso afeta diretamente o acabamento. Use o sistema de refrigeração adequado — seja fluido convencional, MQL ou criogenia — para manter a zona de corte sob controle térmico.
Menos calor significa menos desgaste da ferramenta, menos deformação térmica e uma superfície final muito mais precisa.

5. Acabamento em etapas
Um ponto importante: tentar resolver tudo em um único passe é um erro comum. Então, a estratégia ideal é dividir o processo em pelo menos duas etapas: desbaste e acabamento.
No desbaste, o foco é remover material com eficiência. No acabamento, a prioridade é a qualidade da superfície, com avanço mais leve e uma fresa bem afiada só para esse fim.
Portanto, materiais muito resistentes exigem inteligência no processo. Com a escolha certa de ferramentas, uso do fresamento trocoidal, parâmetros otimizados e boa refrigeração, o acabamento deixa de ser um obstáculo — e passa a ser um diferencial competitivo.
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